[Ficha] Damion Martell

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[Ficha] Damion Martell

Mensagem por Damion Martell em Qui Ago 08, 2013 11:22 pm

Damion

Nome Completo: Damion Martell

Apelido O Sol Negro

Idade: 21 anos

Nome da Mãe: Alicia Dayne

Nome do Pai: Robyn Martell

Religião: [ ] Deuses Antigos [ ] Os Sete [ ] R'hllor [X] Sem religião

Casa: Martell

Pontos a Serem Distribuídos

Adultos [20 à 50 anos] - 75 Pontos

Força: 20
Destreza: 30
Inteligência: 15
Mente: 5
Magia: 0
Sorte: 5

Sistema Inicial

[ ] Intriga [X] Combate

Vantagens

[ ] Líder nato [1] Acrobata [ ] Honrado [ ] Arte da medicina [1] Mestre dos venenos [ ] Bruto [3] Reflexos afiados [ ] Aventureiro [3] Preciso [ ] Ambidestro [ ] Assassino [ ] Pugilista [4] Destreza [3] Desviar

Desvantagens

[5] Mau líder nato [ ] Medo de Sangue [ ] Desmiolado [ ] Asmático [ ] Gota [5] Alérgico [ ] Reflexos afiados [ ] Desatento [5] Cicatriz [ ] Colapso Pulmonar [ ] Deficiência Física [ ] Covardia [ ] Deficiência Mental [ ] Medo de Fogo [ ] Psicopata


História do Personagem
O vento estava carregado com uma forte frigidez, penetrando suas vestes como dedos gelados fantasmagóricos. Damion Martell, o Sol Negro, não dormia direito há semanas; havia sido capturado pelas forças Baratheon na batalha de Mataderrei e mantido como cativo nas masmorras de Ponta Tempestade por mais tempo do que conseguia se lembrar. Seus pulsos e tornozelos ainda doíam devido ao tempo em que passara acorrentado, e seus cativeiros haviam o posicionado de modo que não conseguia se deitar de costas nem se pôr em pé, deixando seus membros rígidos como rochas.

Na noite anterior, cinco homens Martell disfarçados de aliados Estermont surgiram em Ponta Tempestade com a falsa missão de entregar uma mensagem ao Lorde Baratheon; aparentemente, haviam usado a desculpa de que Lorde Estermont estava doente e não podia comparecer pessoalmente, e como o verdadeiro já estava velho e era cauteloso demais para enviar corvos, o estratagema funcionou.

Felizmente, a maior parte das forças Baratheon estava fora de sua sede por causa da guerra, permitindo a eles uma fuga relativamente mais fácil. Um dos Martell se esgueirara até as masmorras e silenciosamente assassinara o carcereiro, apanhando as chaves de seu cadáver e libertando o dornês de sua cela. Damion conhecia-o: chamava-se Lewyn, um jovem cavaleiro, e fazia parte da tropa da retaguarda durante a batalha em que fora capturado. Via-o com frequência treinando, e, apesar de não se sobressair com uma espada, era razoavelmente habilidoso.

Damion estava magro, pálido e fraco, com seus cabelos claros tornados cinzentos e quebradiços, e lutava para se manter em pé. Mesmo assim, conseguiram realizar a evasão sem nenhuma dificuldade, apesar de que nenhum dos outros quatro homens regressaram; provavelmente haviam sido abatidos pelos soldados Baratheon assim que sua ausência foi notada.

- O nosso plano era enganá-los com a falsa mensagem enquanto eu libertava-o – dizia Lewyn, alisando a sua barba. O homem era esguio e alto, e uma barba cor de carvão cobria-lhe o rosto. – Esperávamos que demorassem mais para perceber.
- Meu pai os mandou? – perguntou Damion, com a voz tão rouca como pedra raspando em pedra.
- Não, senhor. Imaginamos que Lorde Robyn ficaria grato por trazê-lo de volta a casa, já que é seu único herdeiro.
- Em outras palavras, queriam ouro, títulos e honrarias – disse-lhe rispidamente – Será que têm merda no lugar de miolos? O que vocês acharam que iria acontecer caso fossem descobertos? Que os Baratheon iriam mandar-nos de volta para Dorne com um pedido de desculpas ao meu pai?
- Não... Não, senhor. Lorde Robyn não possuía cativos valiosos o suficiente para realizar a troca, então nós...
- Não importa – interrompeu-o – Apenas cale a boca e se apresse. – Lewyn não respondeu; limitou-se a descobrir rapidamente o porquê dos homens o chamarem de “Sol Negro”, e certamente não era por causa da cor dos olhos.

Os dias seguintes foram silenciosos como um cemitério. Ótimo, pensou. Damion apreciava aquilo. Apreciava muitas coisas: o vinho dornês, uma calorosa batalha, o corpo de mulher e, acima de tudo, apreciava o silêncio. Pelo menos ele era inteligente o suficiente para perceber isso.

Percorreram longas distâncias, parando apenas para comer e alimentar os cavalos e, de noite, dormir, alternando turnos durante vigílias. Lewyn havia se encarregado da comida, trazendo consigo grandes rodas de queijo, carne de coelho salgada e vinho-forte barato. Mijo vermelho, pensou enquanto bebericava de seu copo. Porém, não podia reclamar: aquilo era certamente melhor que o azedo mingau que lhe serviam nas masmorras de Ponta Tempestade.

Quanto mais rápido formos, melhor. Àquela altura, os Baratheon haviam certamente enviado homens à sua procura e espalhado ofertas de recompensa pela sua captura. Por mais frio que fizesse, Damion havia proibido fogueiras. Não podia correr o risco.

Na manhã seguinte, Damion percebeu três misteriosas figuras a cavalo seguindo-os pela mesma estrada que percorreram, três milhas atrás deles. Colocou a mão no cabo da espada;  Lewyn também havia providenciado armamento, trazendo-lhe uma espada de ferro meio enferrujada. Bem, é melhor do que nada.

- Vocês – gritou, apontando para eles com a espada de cima do cavalo – O que fazem aqui?

Em um piscar de olhos, os três cavaleiros avançaram para cima deles de armas nas mãos. Um tentou atingi-lo com um corte horizontal com sua espada, mas Damion rapidamente defletiu o golpe com a sua própria lâmina; o outro tentara o mesmo, porém errara o alvo. O terceiro atingiu Lewyn na cabeça com uma pesada maça de ferro, massacrando o seu crânio. Um profundo e repugnante ruído de esmagamento foi ouvido enquanto o corpo sem vida do homem caia da sela para o chão.

- Ainda não me responderam. O que fazem aqui? – os oponentes descreviam um círculo em sua volta, cada um se aproximando lentamente com seus cavalos.  Usavam couro e cota de malha, porém não possuíam elmos. Ainda assim, estavam mais bem equipados do que Damion, que usava apenas trapos e remendas.
- Ouvimos dizer que o Sol Negro havia escapado de sua prisão – respondeu o homem que matara Lewyn, um homem forte, calvo e largo como um barril.
- E também ouvimos dizer que há uma recompensa muito alta para aqueles que o capturarem – completara o companheiro, um velho com pelo menos quarenta anos e com uma barba esbranquiçada chegando-lhe à altura dos ombros.
- Não se preocupe, não iremos te machucar... Muito – disse o terceiro, o de aspecto raquítico e cabelos castanhos lambidos para trás – Vê, a recompensa é maior para quem lhe levar vivo.
- Tentem, se tiverem coragem – provocara-os.

O brutamonte avançou, brandindo sua maça com tamanha facilidade se fosse o galho de uma árvore. Damion não tinha chances de defletir um ataque daqueles, então tudo que pode fazer foi desviar por baixo do ataque e avançar para o oponente mais próximo. O velhote levantou a espada numa tentativa de se defender do ataque, porém o dornês foi mais rápido, cortando-lhe a goela com um corte horizontal. O cadáver pendera em direção ao solo, com sua montaria pondo-se em disparada por entre as árvores.

Não vira o de cabelos castanhos, porém: o homem atingira-o de raspão nas costas, porém foi o suficiente para derrubá-lo. O golpe custara um grande corte em suas costas, indo do ombro até a bacia, rasgando-lhe a vestimenta como se fosse manteiga. Lutou para se pôr em pé.

O outro investia novamente, empunhando a sua poderosa maça e galopando em sua direção. Damion saltara do caminho, rolando para fora do alcance do ataque enquanto atingia o cavalo com a sua espada. A lâmina partiu-se com o impacto do animal, com metade dela fincada na pata do equino, e brevemente a pobre criatura tombara, caindo em cima de seu montador e quebrando-lhe o pescoço, matando-o.

Conseguia sentir suas costas ardendo e o sangue escorrendo pelo seu corpo, porém havia mais um oponente a enfrentar, e este saltara da montaria para enfrentá-lo. Damion pegou a espada do velho e colocou-se em posição, esperando pelo movimento de seu adversário. O homem rapidamente saltou, descrevendo um arco vertical com a arma, porém fora facilmente defletido. Damion avançou, lançando-lhe golpes com a espada, cada vez mais rápido, cada vez mais forte. O mercenário estava ficando cansado, e suas pernas, assim como seus braços, já começavam a fraquejar, até que finalmente cederam e traíram o homem, que caíra de costas no chão. Damion chutou a espada do oponente para longe.

- Misericórdia – suplicou – Eu não pretendia matá-lo.
- Você não conseguiria – disse o dornês, enterrando a lâmina no coração do perdedor.


Última edição por Damion Martell em Seg Ago 26, 2013 7:46 pm, editado 1 vez(es)
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Re: [Ficha] Damion Martell

Mensagem por Matthew Baratheon em Sex Ago 09, 2013 5:46 pm

Gostei da ficha. principalmente por citar minha casa.
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Re: [Ficha] Damion Martell

Mensagem por Administrador em Dom Nov 10, 2013 9:13 am

Ficha Aprovada!
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