Ulrich Arryn - Ficha do personagem

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Ulrich Arryn - Ficha do personagem

Mensagem por Ulrich Arryn em Qua Maio 29, 2013 1:55 am

Ulrich Beoumunt Arryn


Apelido: Falcão Negro
Idade: 23
Nome da Mãe: Eleonora Beoumunt Arryn
Nome do Pai: Auryn Arryn
Religião: Os Sete
Casa: Arryn do Ninho da Águia
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Atributos:

Força:
[45]
Destreza: [10]
Inteligência: [10]
Mente: [05]
Magia: [00]
Sorte: [05]
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Sistema Inicial:

[] Intriga [x] Combate
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Vantagens:
[]Líder nato
[]Acrobata
[5]Honrado
[]Arte da medicina
[]Mestre dos venenos
[]Bruto
[]Reflexos afiados
[]Aventureiro
[]Preciso
[3]Ambidestro
[]Assassino
[]Pugilista
[]Destreza
[7]Desviar
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Desvantagens:
[]Mau Líder nato
[]Medo de Sangue
[]Desmiolado
[]Asmático
[]Gota
[5]Alérgico
[]Desatento
[4]Cicatriz
[]Colapso Pulmonar
[]Deficiência Física
[]Covardia
[]Deficiência Mental
[]Medo de Fogo
[6]Impulsivo
[]Psicopata
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História:

Sor Ulrich Arryn – uma história

O vento frio das montanhas surrava meu rosto enquanto eu encarava o céu lá fora. Uma águia planava em busca de sua presa, e o sol erguia-se timidamente enquanto uma voz familiar ressoava em meus ouvidos.
– Sor Ulrich, devo trazer seu desjejum aos seus aposentos?
Meneei a cabeça, indicando que iria fazer minha refeição no Grande Salão. Não existia prazer ou alegria em ocupar os aposentos de meu falecido pai, e a função de “Lorde Protetor do Vale” não me servia bem, eu tinha plena consciência. Mesmo assim, teria de fazer o melhor que podia enquanto Daewron não chegasse.

Enquanto meus passos ecoavam pelo piso de mármore do castelo, as memórias de minha infância vinham-me à mente. Eu e Daewron costumávamos brincar de “cavaleiro e monstro” nesses mesmos corredores, ou de “senhor da passagem” no Bosque Sagrado...às vezes, fingíamos que éramos dois grandes heróis durante os treinos com espada e, mesmo que ele fosse dois anos mais velho, eu sempre tentava me igualar a ele. Papai costumava nos assistir durante esses treinos, e ele sempre nos elogiava, não importando quem ganhasse ou quem perdesse. Eram bons tempos.
Nasci, cresci e vivi no Ninho da Águia, sabendo sempre que os Cavaleiros do Vale eram nossos mais fiéis vassalos, e que a segurança de todo o Vale estava garantida. Eu sempre aspirei, desde minha mais tenra idade, ser um desses cavaleiros, defendendo os Portões Sangrentos ou os Portões da Lua. Sempre fui mais idealista do que meu irmão, e eu sempre achei que nada poderia dar errado, que o Ninho da Águia era “inexpugnável”.

Mas eu estava enganado. Minha vida começou a mudar no décimo-terceiro dia de meu nome. Daewron foi para Braavos, mas eu não pude deixar Westeros por ainda ser o escudeiro de um dos lordes do Vale. Papai estava começando a ficar louco, e os boatos espalhavam-se como fogo em palha a respeito da sanidade de Lorde Auryn. Fui erguido ao grau de cavaleiro no décimo-sexto dia de meu nome e retornei ao Ninho da Águia para ficar ao lado de meu pai, rezando aos Sete para que nenhum dos boatos fosse verdadeiro. Infelizmente, era tudo verdade. Nos anos seguintes, as “atitudes” de meu pai só faziam piorar, assim como sua saúde e, a duas semanas do vigésimo dia de meu nome, tive de afastá-lo de qualquer decisão política quando ele condenou e mandou executar os lordes do Portão da Lua e das Três Irmãs.
Desde aquele dia, eu soube que o Ninho da Águia não pode ser alcançado por um exército invasor. Mas as intrigas e fofocas conseguem atravessá-lo como uma lança atravessa uma abóbora podre.

Por três longos anos, eu assumi – ainda que apenas burocraticamente – a função de Lorde Protetor do Leste, Senhor do Ninho da Águia e Defensor do Vale, mas os lordes vassalos pareciam não concordar – nem aprovar – a ideia de que eu me tornasse seu suserano. E eu não os culpo. Eu não nasci para isso. Eu sou um cavaleiro, um homem de ação! Meu lugar é no campo de batalha, com uma espada na mão e soldados fiéis ao meu lado, não com um bando de bajuladores mentirosos!
Quando papai faleceu, duas semanas depois do vigésimo-terceiro dia de meu nome, os lordes do Vale pareceram se “animar” mais em seus intentos rebeldes, e muitos deles pararam de pagar suas taxas e impostos. Alguns sussurravam traições pelas minhas costas; a estes, mostrei as Portas da Lua e as Celas do Céu. Mas eu sabia que aquela função não me pertencia e, numa noite fria, redigi meu pedido de socorro e enviei dois corvos na manhã seguinte: um para Porto Real, outro para Braavos. Daewron não tardaria.

Assim que terminei meu desjejum, fui encontrar-me com os lordes do vale, que exigiam uma reunião “imediata” com seu suserano. Tyrsus Grafton estava entre eles, e logo que os convidei a tomar seus assentos, Lorde Grafton deixou escapar um comentário maldoso a respeito da sanidade de meu falecido pai. Senti meus dedos afundando-se na cadeira alta de represeiro branco mas, por mais que eu tentasse me conter, o sangue subiu-me à cabeça. Em segundos, eu estava de pé e com minha espada em punho, o aço reluzindo pela luz das janelas.

– Lorde Grafton, espero que retire o que disse, ou terei de mandá-lo embora pela Porta da Lua!
Ele remexeu-se em sua cadeira, incomodado por ter de aturar ordens de um rapaz tão jovem. Em meu íntimo, eu rezava aos Sete para que Tyrsus levantasse de sua cadeira e sacasse sua espada. Eu sabia que era capaz de vencê-lo em combate único. E, se o fizesse, talvez isso tirasse um pouco da coragem dos outros lordes rebeldes. Infelizmente, ele não se ergueu. Cuspiu para o lado e então calou-se pelo resto da reunião. Felizmente, aquela seria a última vez que teria de lidar com eles daquela forma. Um corvo havia chegado de Braavos na noite anterior, informando que meu irmão já estava a caminho, pronto para assumir seu lugar de direito. Deixei um sorriso escapar por meus lábios. A próxima vez que me encontrasse com aqueles lordes sob aquelas circunstâncias seria com aço nas mãos. E ninguém mais nos Sete Reinos ousaria zombar do nome Arryn.
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